26/06/14

Ladrões preparem-se, Microsoft e Google assinam acordo para incluir "botão da morte" em smartphones.


Um órgão equivalente à Defensoria Pública em Nova York chamou para fazer um acordo a Microsoft e a Google. O assunto da vez era adicionar um “botão da morte” ou “kill switch” em smartphones que carregam seus respectivos sistemas operacionais, Windows Phone e Android. Apesar de ambos já contarem com ferramentas para limpar a memória dos dispositivos em caso de roubo, nenhum deles permite inutilizar completamente os smartphones.

Essa iniciativa foi influenciada por números referentes à iPhones 5S, que chegaram ao mercado com um botão da morte e desbloqueio via impressões digitais. Em Nova York, por exemplo, o número de roubos de iPhones caiu 19% desde o lançamento da nova função. Algo similar aconteceu em San Francisco, EUA, (queda de 38%) e também em Londres (24%). De acordo com a polícia dessas três cidades, o número de roubos de smartphones nunca tinha caído até então e esse “sucesso” está sendo atribuído ao tal botão da morte, que deixa esses celulares menos atraentes aos criminosos.

Portanto, realmente faz sentido adicionar uma função no sistema operacional que deixe smartphones completamente inutilizados quando roubados. Atualmente, há algo parecido tanto no Windows Phone, quanto no Android, mas que apenas limpam os dados do dono.
O vovô dos botões da morte

É possível ainda fazer o bloqueio do número IMEI (único para cada aparelho) em qualquer dispositivo roubado, mas para tal é necessário ter essa sequência guardada. Fora isso, em alguns casos, como a TIM no Brasil, operadoras chegam ao absurdo de pedir uma carta escrita a próprio punho feita pelo proprietário descrevendo a situação e solicitando o bloqueio. Esse procedimento pode, dependendo da situação e da operadora, ser feito com uma simples ligação.

Mesmo com isso, nem Google nem Microsoft revelaram como devem proceder sobre o acordo assinado em Nova York, mas espera-se que a próxima versão de cada SO já traga tal funcionalidade.


Fonte: Gizmodo