16/11/13

Android que pode mudar o mercado de gadgets de baixo custo - Moto G -

Já sabíamos que nos Estados Unidos ele teria um preço matador (US$ 179 para 8 GB e US$ 199 para 16 GB, sem qualquer contrato e com o aparelho desbloqueado). Como sabemos bem o custo-brazil, as apostas para cá começavam em uns R$ 1,2 mil. Porém, o aparelho chega custando a partir de R$ 649 e isso sim, é um preço matador até para um país que paga uma fortuna por um celular - independente da marca ou modelo, todos são absurdamente mais caros aqui.
O preço não é um atrativo sozinho, já que há Androids deste custo no mercado ou até mais baratos. O problema é que nunca esbarramos numa especificação técnica tão positiva e em uma experiência que não fosse frustrante e recheada de travamentos - característica dos Androids de 512 MB de RAM. O Moto G traz um processador Snapdragon 400 de quatro núcleos rodando a 1.2 GHz e uma poderosa GPU Adreno 305. Muito mais parrudo que qualquer outro Android de seu preço e, principalmente, com uma interface tão limpa e sem aplicativos e funções extras, que faz o sistema rodar bem mais rápido e sem travamentos - nós testamos ele, jogamos e vasculhamos tudo...ele não trava.

Este novo aparelho mostra, bem claramente, que a compra da Motorola pelo Google em 2011 não estava focada apenas nas patentes que a empresa que lançou o primeiro celular do mundo, tem nas gavetas. A compra aparentemente tem um grande objetivo: lançar aparelhos sem aquelas interfaces pesadíssimas (alô TouchWiz!) e com um preço mais camarada - com um desempenho superior aos concorrentes do mesmo valor. Deu certo com o Moto X, que dá pitacos de high-end, com hardware mais modesto. Deu certo novamente com o Moto G.
Por outro lado, o mercado de aparelhos de custo mais baixo ainda está nas mãos dos Lumias da Nokia, que oferecem uma experiência sem travamentos em aparelhos bem baratos. O Google deve ter olhado para este mercado e criou o Moto G. É quase que uma certeza.
A Motorola ainda não tem a experiência que marcas enormes como a Apple e Samsung tem, que dominam o mercado. Mas um aparelho de ótima configuração, com um desempenho extraordinário e de baixo custo, pode deixar de lado qualquer "marca famosa" e tomar o espaço.
Quem ganha com isso? Nós! Temos uma opção de bom preço no mercado, que pode empurrar outros fabricantes a ir na mesma onda. Quem sabe, um dia, teremos smartphones que não custam R$ 2,5 mil ~ R$ 3 mil e tem o mesmo desempenho destes? Mandou bem, Motorola. De verdade!
Fonte: Tudocelular.com