05/06/13

Criador do Vine fala sobre desafios de lançar aplicativo para android

Com uma equipe que trabalha para contratar seu 15º funcionário, o Vine acaba de ultrapassar a marca de 30 milhões de usuários, menos de quatro meses após o lançamento do aplicativo, que captura e compartilha vídeos de 6 segundos. Então dá para imaginar o tamanho do desafio que seus técnicos tiveram antes da estreia da versão para Android do app.
O americano Dom Hofmann, criador do Vine, que faz parte do Twitter, deu uma entrevista exclusiva a INFO por telefone, um dia após o lançamento. Durante a conversa, falou sobre os obstáculos técnicos, seu trabalho para lidar com conteúdo pornográfico e o futuro do serviço.
Vocês acabaram de lançar a versão do aplicativo para Android... Tem dormido bem nos últimos dias? - (Risos) Eu estava falando sobre isso com uma pessoa. Essa foi minha primeira noite de sono em um bom tempo... Então, sim, estou dormindo bem. Mas só agora! Trabalhamos muito duro nisso.
Quais foram os maiores desafios técnicos que vocês enfrentaram para o lançamento da versão Android? - Nosso objetivo é permitir que qualquer um compartilhe vídeos curtos com outras pessoas no mundo. Para fazer isso, tivemos que criar uma experiência excelente para Android, já que há muitos celulares com esse sistema.
Mas existem muitos tipos de aparelhos. Precisamos testar todas as câmeras, condições de rede, CPU, memória, as características de cada modelo. Precisávamos chegar a uma solução que funcionasse bem em todos eles, mantendo as características únicas ao Vine. Entre elas, o playback automático no feed, carregamento rápido dos vídeos, looping suave, além da experiência de captura que as pessoas amam, capaz de costurar várias cenas a partir de toques na tela.
O volume maior de usuários causou algum problema para vocês? - Não. Tivemos um lançamento muito suave, superou nossas expectativas e estamos muito felizes. Acho que nos preparamos como deveríamos.
Mas um usuário encontrou uma brecha no sistema e conseguiu subir um vídeo com mais de 6 segundos [o clipe de Never Gonna Give You Up, de Rick Astley]. O que houve? - Nós fazemos a análise dos vídeos no servidor, de várias maneiras. Queremos garantir que os clipes sejam carregados a partir de nossos aplicativos. A ideia é que exista essa comunidade por trás do serviço, e temos uma série de sistemas que verificam isso. Acontece que desligamos temporariamente a análise, por cerca de um minuto, e foi possível fazer o upload direto. Mas isso não acontece normalmente.
Vocês acabaram de lançar a versão do aplicativo para Android... Tem dormido bem nos últimos dias? - (Risos) Eu estava falando sobre isso com uma pessoa. Essa foi minha primeira noite de sono em um bom tempo... Então, sim, estou dormindo bem. Mas só agora! Trabalhamos muito duro nisso.
Quais foram os maiores desafios técnicos que vocês enfrentaram para o lançamento da versão Android? - Nosso objetivo é permitir que qualquer um compartilhe vídeos curtos com outras pessoas no mundo. Para fazer isso, tivemos que criar uma experiência excelente para Android, já que há muitos celulares com esse sistema.
Mas existem muitos tipos de aparelhos. Precisamos testar todas as câmeras, condições de rede, CPU, memória, as características de cada modelo. Precisávamos chegar a uma solução que funcionasse bem em todos eles, mantendo as características únicas ao Vine. Entre elas, o playback automático no feed, carregamento rápido dos vídeos, looping suave, além da experiência de captura que as pessoas amam, capaz de costurar várias cenas a partir de toques na tela.
O volume maior de usuários causou algum problema para vocês? - Não. Tivemos um lançamento muito suave, superou nossas expectativas e estamos muito felizes. Acho que nos preparamos como deveríamos.
Mas um usuário encontrou uma brecha no sistema e conseguiu subir um vídeo com mais de 6 segundos [o clipe de Never Gonna Give You Up, de Rick Astley]. O que houve? - Nós fazemos a análise dos vídeos no servidor, de várias maneiras. Queremos garantir que os clipes sejam carregados a partir de nossos aplicativos. A ideia é que exista essa comunidade por trás do serviço, e temos uma série de sistemas que verificam isso. Acontece que desligamos temporariamente a análise, por cerca de um minuto, e foi possível fazer o upload direto. Mas isso não acontece normalmente.
Qual o tamanho do time de desenvolvimento? - A equipe do Vine tem quase 15 pessoas. Estamos tentando chegar a 15 neste momento. Há duas pessoas trabalhando integralmente na equipe Android. E alguns funcionários generalistas, engenheiros e cientistas da computação, que podem ser deslocados.
O diretor David Lynch publicou seu primeiro post no Vine há alguns dias. Vocês falam diretamente com esses cineastas, explicam como usar o app? - Não... Quando lançamos, havia uma pequena comunidade de early-adopters, produtores de conteúdo, alguns deles cineastas, que se interessaram pelo aplicativo e começaram a experimentá-lo. Vimos esse fenômeno crescer de maneira orgânica. Nunca abordamos um cineasta diretamente. Acho que é a coisa certa a se fazer. Se você olhar para eles, como funciona seu processo criativo, eles realmente pensam da maneira certa, e superam nossas expectativas.
Como vocês têm lidado com conteúdo erótico publicado no serviço? - Desde que lançamos, permitimos que os usuários reportem conteúdo adulto, que é marcado como tal. A partir daí as pessoas recebem um aviso antes de ele ser exibido. Acho que fizemos um ótimo trabalho nesse sentido, e estamos trabalhando sem parar em um monte de coisas para tornar o sistema ainda melhor.
Vocês pensam em permitir que os usuários façam upload de vídeos pré-existentes no celular? Pode ser uma ferramenta interessante? - Acho que sim. Mas no momento estamos focados em criar ferramentas para que as pessoas produzam vídeos a partir do zero.
Qual o vídeo mais legal que você já assistiu no Vine? - Acho que os melhores posts no Vine são os que tiram vantagens das características únicas do serviço, como o uso de áudio, os cortes rápidos. Há muita coisa incrível sendo produzida, séries, pessoas documentando a vida ao redor... Pessoalmente, meus favoritos são aqueles em que as pessoas juntam trechos de músicas. Eu assisto sem parar.
Fonte: Info.abril