15/03/13

Vice da Apple ataca Android antes de Samsung lançar Galaxy S4



Phil Schiller disse que rival fará lançamento com versão antiga do Android.
Ataque ilustra pressão sofrida após Apple ter perdido liderança no setor.


O vice-presidente de marketing da Apple, Phil Schiller, atacou o "fragmentado" Android e a principal usuária do software do Google, a Samsung Electronics, um dia antes do lançamento da mais nova versão do Galaxy, nos Estados Unidos.
O ataque do executivo a um concorrente, um evento raro, na véspera da estreia mundial do Galaxy S4, que será lançado nesta quinta-feira (14), ilustra a dimensão da pressão sobre a empresa que perdeu para a Samsung em 2012 a liderança em smartphones.
Schiller disse à Reuters na quarta-feira (13) que pesquisas do próprio Google apontavam que a vasta maioria dos usuários do Android continuava com versões mais antigas do software e que o novo Galaxy pode ser lançado com um sistema operacional criado um ano atrás e que necessitará de atualização.
"Com base nos dados deles, apenas 16% dos usuários do Android usam versões com um ano ou menos", disse. "Mais de 50% usam softwares com dois anos ou mais. Uma diferença realmente grande", acrescentou.
Schiller disse que a fragmentação, ou seja, as inúmeras versões diferenciadas do Android existentes no mercado, cria problemas para os usuários.
Cada versão atualizada do sistema operacional Android precisa ser testada antes do lançamento para confirmar que funciona com múltiplos aparelhos, e isso desacelera as atualizações.
Isso acontece porque alguns fabricantes, a exemplo da Amazon, empregam versões pesadamente adaptadas do Android. "E isso se estende às notícias que estamos ouvindo esta semana de que o Samsung Galaxy S4 chegará às lojas com um sistema operacional com quase um ano de lançamento. Os clientes terão de esperar antes de obter uma atualização", avisou.
Schiller apontou para múltiplas pesquisas de terceiros que demonstravam que as pessoas que têm aparelhos iOS os usam mais do que donos de Android usam esse sistema, e que metade dos usuários do iOS está empregando a mais recente versão do software.
Fonte:G1